Início / Serviços / Projetos e Consultoria / Terraplenagem
Cortes e aterros dimensionados a partir da caracterização real do material disponível: estabilidade, capacidade de suporte, compactação especificada com base em ensaio e balanço de massas que reduz transporte.
O custo de uma terraplenagem se decide em duas frentes que quase nunca são tratadas juntas. A primeira é geométrica: onde passa o greide, quanto se corta, quanto se aterra e quanto sobra ou falta — o clássico balanço de massas, que determina volume de transporte, distância média e necessidade de bota-fora ou de empréstimo. A segunda é geotécnica: o material que se corta serve para o aterro que se pretende fazer? Com que umidade, com que energia de compactação, até que altura, sobre que fundação?
Projetos que otimizam só a geometria produzem aterros com material inadequado, expansão em solo laterizado mal caracterizado, subleito com suporte insuficiente e recalque diferencial em pátio ou pavimento. Projetos que olham só o material desperdiçam dinheiro em transporte e em empréstimo que a própria obra poderia fornecer.
Nossa abordagem começa pela caracterização. Granulometria, limites de Atterberg, compactação Proctor e ISC/CBR de cada material de corte e de cada jazida candidata definem para onde cada volume vai. Só depois o greide é fechado.
Um projeto completo responde por geometria, material, estabilidade e água — nessa ordem de dependência:
Onde o volume é grande ou a jazida é duvidosa, vale ensaiar mais e transportar menos: caracterização de material é uma das poucas linhas de orçamento em terraplenagem que se paga com folga.
Sondagens ao longo do traçado ou da área, poços e trincheiras nos cortes, prospecção de jazidas e de áreas de empréstimo com estimativa de volume aproveitável por material.
Estudo de greide com alternativas comparadas por volume, transporte e passivo geotécnico. A alternativa mais económica em terra movimentada nem sempre é a mais económica na obra completa.
Taludes de corte e de aterro nas condições de fim de construção, longo prazo e chuva prolongada, com o nível d’água e a resistência obtidos da investigação — não de tabela.
Plantas e seções, notas de serviço, quadro de volumes e distribuição, memorial, especificações técnicas e critérios de medição — emitidos com ART.
Grande parte dos memoriais de terraplenagem repete uma especificação genérica: grau de compactação mínimo, faixa de umidade e ISC mínimo copiados de outra obra. Quando o solo local é um silte fino sensível à umidade, ou um solo residual com expansão relevante, essa especificação vira uma armadilha: não é atingida em campo, gera retrabalho, e a obra negocia flexibilização sem base técnica.
Especificar com base em ensaio do material que será usado resolve isso antes de começar. Sabe-se qual grau de compactação é alcançável com o equipamento previsto, qual faixa de umidade é realmente trabalhável naquele solo e qual suporte esperar — o que torna o controle em obra uma conferência, e não uma negociação.
Quando a terraplenagem é grande, esse mesmo raciocínio se estende ao acompanhamento técnico: liberação de camada por camada, aprovação de jazida e verificação do subleito antes de o pavimento subir.

Projetos

Consultoria

Laboratório

Projetos