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O coeficiente k comanda fluxo, drenagem e poropressões: medimos por carga constante (solos granulares) e carga variável (solos finos), com saturação controlada — de areias a argilas, de 10⁻² a 10⁻⁹ m/s.
A permeabilidade expressa a lei de Darcy: v = k·i. O coeficiente k varia oito ordens de grandeza entre um pedregulho e uma argila — por isso é o parâmetro que decide problemas de fluxo: vazões de drenagem, rebaixamento de lençol, percolação em barragens e dissipação de poropressões.
Em laboratório, solos granulares são ensaiados com carga constante (NBR 13292): mede-se a vazão que atravessa o corpo de prova sob um gradiente fixo. Solos finos exigem a carga variável (NBR 14545): acompanha-se a queda do nível d’água em uma bureta conectada ao corpo de prova — quanto mais lenta a queda, menor o k.
Aplicações típicas: filtros e drenos, barragens e diques, rebaixamento de lençol, liners e camadas de baixa permeabilidade, estudos de fluxo e redes de percolação.
Animação · interativa
Acompanhe o permeâmetro de carga variável: a saturação por percolação, o nível descendo na bureta de h1 a h2, a curva h × t, o cálculo de k e a posição do resultado na escala de permeabilidade — de areias a argilas.
Valores ilustrativos (silte argiloso, k ≈ 3×10⁻⁷ m/s). Para areias, o ensaio de carga constante mede a vazão sob gradiente fixo.
O corpo de prova — indeformado, compactado ou remoldado conforme o objetivo — é saturado por percolação ascendente ou contrapressão, condição verificada antes das leituras.
Na carga constante, registram-se vazão, gradiente e temperatura; na carga variável, os níveis h1 e h2 e o tempo decorrido. Os resultados são corrigidos para a temperatura de referência (20 °C) e reportados com o estado de compactação e o índice de vazios do corpo de prova.
Controles do ensaio: buretas, cronômetros e termômetros calibrados; verificação de saturação; gradientes compatíveis com o material; resultados revisados por engenheiro geotécnico, dentro do SGQ da Testesolo.
Reportado em m/s (ou cm/s) a 20 °C, com o método e o estado do corpo de prova — a base de qualquer análise de fluxo.
Controlado no ensaio e compatível com as condições de campo, evitando fluxo turbulento ou carreamento.
k depende fortemente do índice de vazios e da compactação — sempre reportados juntos.
Planilhas de leituras, k corrigido a 20 °C por corpo de prova, classificação do material na escala de permeabilidade e relatório revisado por engenheiro.

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