Intervalo de leitura
Duas pressões por lance
O resultado é um perfil estratigráfico contínuo já associado a parâmetros de rigidez: base direta para previsão de recalques, empuxos e projeto de fundações e escavações.
O DMT (Flat Dilatometer Test), desenvolvido por Silvano Marchetti, utiliza uma lâmina plana de aço — 95 mm de largura e 14 mm de espessura — com uma membrana circular de Ø60 mm em uma das faces. A lâmina é cravada estaticamente no terreno e, a cada 20 cm, a cravação é pausada para a expansão da membrana por gás: mede-se a pressão em que ela se descola da face (p0) e a pressão necessária para deslocá-la 1,10 mm contra o solo (p1).
Dessas duas pressões derivam os três índices de Marchetti: ID (índice do material, que identifica o tipo de solo), KD (índice de tensão horizontal, ligado ao histórico de tensões) e ED (módulo dilatométrico). Por ser um ensaio de baixa perturbação — a lâmina desloca muito menos solo que uma ponteira cônica —, o DMT tem repetibilidade notável e é referência mundial para previsão de recalques pelo módulo confinado M.
Aplicações típicas: previsão de recalques em galpões, tanques e aterros; estimativa de OCR e K₀ em argilas; projeto de contenções; controle de melhoramento e compactação de solos.
Animação · interativa
Acompanhe o Dilatômetro de Marchetti em detalhe: a lâmina avança em passos de 0,20 m (0,20 · 0,40 · 0,60…) e, em cada cota, o solo pressiona a membrana (sinal sonoro LIGADO), o gás insufla até o descolamento — sinal DESLIGA, leitura A (p0) —, segue até a expansão de 1,10 mm — sinal RELIGA, leitura B (p1) — e esvazia para a leitura C, enquanto os perfis de P0, P1 e P2 se constroem ponto a ponto.
A lâmina fica em primeiro plano, ampliada, e o terreno passa ao fundo — o foco é o deslocamento da membrana na sequência A · B · C de Marchetti. Expansão exagerada; valores ilustrativos. Dimensões fora de escala.
A lâmina é cravada com o mesmo sistema hidráulico do piezocone — caminhão ou unidade sobre esteiras com reação ancorada — a 20 mm/s. Nas paradas a cada 20 cm, a unidade de controle na superfície pressuriza a membrana com gás e o operador registra as leituras A (p0) e B (p1), sinalizadas por um aviso sonoro.
As pressões são corrigidas pela calibração da rigidez da própria membrana (leituras ΔA e ΔB), e os índices ID, KD e ED são calculados em cada cota. As correlações de Marchetti — validadas por décadas de uso internacional — convertem esses índices em módulo confinado M, OCR, K₀ e resistência não drenada Su em argilas.
Controles do ensaio: membrana e transdutores calibrados com certificados rastreáveis; calibrações ΔA/ΔB antes e depois de cada vertical; velocidade e sequência de leituras padronizadas; registro revisado por engenheiro geotécnico, dentro do SGQ da Testesolo.
Classifica o solo (argila, silte, areia) a partir da relação entre p0 e p1 — perfil estratigráfico a cada 20 cm.
Ligado ao histórico de tensões: base das estimativas de OCR e K₀ em argilas, com sensibilidade que poucos ensaios têm.

Ensaios de Campo

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Laboratório
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