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O permeâmetro de Guelph mede a permeabilidade acima do lençol freático — na zona não saturada (vadosa), onde os ensaios em furo profundo não alcançam. É ali que se decidem infiltração de águas pluviais, drenagem, sumidouros e áreas de recarga.
Em um pequeno furo cilíndrico feito com trado, o aparelho mantém uma carga de água constante (H) pelo princípio de Mariotte: um tubo de ar interno regula a saída de água do reservatório, fixando o nível no furo sem intervenção. A água infiltra e forma um bulbo de saturação ao redor do furo.
Quando o fluxo se estabiliza, a vazão constante (Q) e a geometria (carga H, raio a) fornecem a condutividade hidráulica saturada de campo, o Kfs, pela equação de Reynolds & Elrick. O ensaio usa pouca água, dura de minutos a poucas horas e não exige furo profundo — ideal para caracterizar rapidamente vários pontos.
Animação · interativa
Veja a carga constante mantida pelo tubo de Mariotte, o bulbo de saturação crescer no solo, a vazão estabilizar e o Kfs ser calculado.
Vazão e Kfs ilustrativos; os valores reais saem da estabilização do fluxo em campo.
Por medir a permeabilidade da camada não saturada, o Guelph é o método de referência para projetos que dependem de infiltração:
Complementa os ensaios em furo (abaixo do NA) e o Lugeon em rocha: juntos descrevem a permeabilidade da superfície ao maçiço profundo.
Permeabilidade da zona vadosa (cm/s ou m/s), obtida da vazão estabilizada e da geometria do furo.
Altura de água mantida no furo pelo tubo de Mariotte; pode-se usar uma ou duas cargas para separar gravidade e capilaridade.
Fluxo constante de água após a formação do bulbo de saturação — a leitura direta que alimenta o cálculo.
Razão textura/estrutura (Reynolds & Elrick) que pondera a componente capilar do fluxo conforme o tipo de solo.

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