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O clássico da instrumentação: um bulbo poroso isolado por selo de bentonita deixa a água do solo subir pelo tubo — a altura da coluna é a própria poropressão. Robusto, auditável e insubstituível como referência.
O piezômetro de Casagrande mede a poropressão em uma cota específica do terreno. Um bulbo poroso desce ao furo envolto em areia; acima dele, um selo de bentonita isola o trecho — a água que sobe pelo tubo de acesso vem só daquela profundidade. Em equilíbrio, a coluna d’água h fornece diretamente u = γw·h.
Por ser um sistema aberto e sem eletrônica embarcada, é o instrumento mais durável e auditável da poropressão: qualquer campanha pode ser verificada com um medidor elétrico simples. O tempo de resposta depende da permeabilidade do solo — em argilas, onde a resposta é lenta, ele convive com os piezômetros de corda vibrante, que respondem em segundos.
Aplicações: barragens e diques, aterros sobre solos moles, contenções e rebaixamentos, estabilidade de taludes e controle de subpressão.
Animação · interativa
Acompanhe o bulbo e o selo descendo ao furo, a coluna d'água subindo até o equilíbrio, a leitura com o pio (bip ao tocar a água) e a série nível × tempo se formando campanha a campanha.
Bulbo na cota de medida, selo de bentonita e leitura com medidor elétrico. Valores ilustrativos; dimensões fora de escala.
Furo limpo, bulbo envolto em areia lavada na cota de projeto, selo de bentonita acima e reaterro controlado — a medida vale para uma única profundidade conhecida.
Ensaio de recuperação (enchimento/rebaixamento) confirma comunicação do bulbo com o solo antes da primeira campanha oficial.
Medidor elétrico com trena certificada; dupla leitura por campanha e comparação imediata com a série histórica.
Séries nível × tempo e poropressão × tempo com análise crítica, correlação com chuvas/carregamentos e níveis de atenção.