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Laboratório de Solos · Ensaio Especial

Deformação Permanente — o afundamento de trilha de roda no laboratório

Enquanto o MR mede a parcela que volta, a DP mede a que fica: 150.000 ciclos de carga acumulando deformação plástica, classificados pela teoria do shakedown — o critério que evita o afundamento de trilha de roda.

DNIT 179/2018-IE150.000 ciclosShakedown · níveis A·B·C
O ensaio

Princípio e aplicação

Cada pulso de carga deixa no material granular um pequeno resíduo de deformação que não se recupera. Somados ao longo de milhões de passagens de roda, esses resíduos viram o afundamento de trilha de roda — um dos principais defeitos estruturais de pavimentos.

O ensaio de deformação permanente aplica até 150.000 ciclos em triaxial de cargas repetidas (DNIT 179/2018-IE), registrando a curva εp × N para pares de tensão representativos. A interpretação usa a teoria do shakedown: materiais nível A acomodam (taxa decrescente), nível B escoam lentamente e nível C acumulam sem estabilizar.

Aplicações típicas: seleção e aceitação de materiais de base e sub-base para o MeDiNa, estudos de materiais alternativos e verificação de subleitos sob tráfego pesado.

Animação · interativa

O ensaio em movimento

Acompanhe o corpo de prova encurtando ciclo a ciclo, a curva εp × N em escala logarítmica até 150.000 ciclos e a classificação final pela teoria do shakedown — acomodamento, escoamento ou colapso incremental.

Deformação Permanente · DNIT 179INTERATIVA · εp × N · shakedown A·B·C
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Valores ilustrativos (material granular nível A; par 80 × 240 kPa). A norma percorre múltiplos pares de tensão em CPs distintos.

Execução

Execução e medições

Os corpos de prova são compactados nas condições do projeto e ensaiados nos pares de tensão σ3 × σd definidos pela norma ou pelo estudo — cada CP dedicado a um par, com até 150.000 ciclos por ensaio.

LVDTs registram o encurtamento acumulado em marcos logarítmicos de N. A taxa de acréscimo por ciclo ao final do ensaio posiciona o material nos níveis do shakedown, e os parâmetros do modelo de previsão de DP são ajustados para uso no MeDiNa.

Controles do ensaio: células de carga e LVDTs calibrados com certificados rastreáveis; forma e frequência do pulso verificadas; compactação e umidade documentadas; resultados revisados por engenheiro, dentro do SGQ da Testesolo.

Norma, parâmetros e entregável

Conforme a DNIT 179/2018-IE

DNIT 179/2018-IE
Shakedown níveis A·B·C
MeDiNa modelo de DP

Deformação permanente

Acumulada ao longo dos ciclos, por par de tensões — a matéria-prima da previsão de afundamento.

Ciclos de carga

Até 150.000 por corpo de prova, com leituras em marcos logarítmicos.

Taxa de acréscimo

A variação de εp por ciclo ao final do ensaio — o critério de classificação do shakedown.

Modelo de previsão

Parâmetros do modelo de DP (Guimarães) ajustados para o MeDiNa prever o afundamento de trilha de roda.

Entregável

Curvas εp × N por par de tensões, classificação shakedown, parâmetros do modelo de previsão e relatório revisado por engenheiro. Dados brutos sob demanda.

Diferenciais Testesolo

DP com interpretação de engenharia

Par com o MR

Rigidez (MR) + acúmulo plástico (DP) do mesmo material: o retrato completo para o dimensionamento.

Aceitação de materiais

Classificação shakedown objetiva para aprovar bases, sub-bases e materiais alternativos.

Condições da obra

CPs no grau de compactação e umidade da pista — o comportamento da camada como construída.

Equipe que dimensiona

Quem ensaia também roda MeDiNa — entregamos os parâmetros do modelo prontos para uso.
Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes sobre a DP

O MR mede a parcela elástica (que volta) e caracteriza rigidez; a DP mede a parcela plástica (que fica) e caracteriza o acúmulo de afundamento. O dimensionamento mecanístico usa os dois.
É o critério que classifica o comportamento sob cargas repetidas: nível A (acomodamento — a deformação estabiliza), B (escoamento lento) e C (colapso incremental). Materiais de base devem tender ao nível A.
É o número definido pela DNIT 179 para revelar a tendência da curva εp × N — suficiente para distinguir acomodamento de acúmulo contínuo.
Sim — é justamente onde mais agrega: reciclados, estabilizados e materiais locais fora das especificações tradicionais podem provar desempenho pelo par MR + DP.
Origem do material, energia e umidade de compactação, uso previsto e nível de tráfego. Com isso definimos pares de tensão e número de CPs.
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