Início / Serviços / Ensaios de Campo / Dilatômetro Sísmico SDMT
O dilatômetro sísmico soma ao DMT a medição da velocidade de ondas de cisalhamento (Vs) por dois geofones: módulo dilatométrico ED e módulo dinâmico G₀ no mesmo ensaio — o par que ancora as curvas de degradação de rigidez.
O SDMT (Seismic Dilatometer) acopla à lâmina de Marchetti um módulo sísmico com dois geofones separados de 0,5 m. Em cada parada, além das leituras dilatométricas p0 e p1, executa-se o ensaio sísmico: uma marreta golpeia lateralmente um tarugo de madeira apoiado em uma chapa de aço cravada no terreno, e a onda de cisalhamento gerada é registrada pelos dois sensores. Do intervalo de tempo entre as chegadas (Δt) sai a velocidade real da onda: Vs = (L2 − L1)/Δt — método do intervalo verdadeiro.
O resultado é único na investigação geotécnica: na mesma vertical, o ensaio entrega a rigidez a médias deformações (ED → módulo confinado M) e a rigidez a pequenas deformações (Vs → G₀ = ρ·Vs²). Esse par de módulos ancora as curvas de degradação de rigidez do solo — a base dos modelos numéricos modernos e das previsões de recalque mais refinadas.
Aplicações típicas: previsão de recalques de alta qualidade, fundações de máquinas, análises dinâmicas e sísmicas, interação solo-estrutura, avaliação de liquefação e controle de melhoramento de solos.
Animação · interativa
Em cada parada, duas medidas: a expansão da membrana (p0·p1 → ED) e o golpe da marreta no tarugo gerando a onda S que chega aos dois geofones (Δt → Vs). Os perfis de ED e Vs se constroem lado a lado.
Arranjo duplo (dual array): a mesma onda é registrada pelos dois geofones e a Vs sai do intervalo verdadeiro Δt. Golpes repetidos e de polaridade invertida em cada cota, na prática.
A sequência em cada cota é a do DMT — pausa, expansão da membrana, leituras A e B — seguida do ensaio sísmico: o operador, sobre o tarugo acoplado ao terreno pelo próprio peso, golpeia lateralmente sua extremidade com a marreta. O movimento horizontal gera uma onda cisalhante de polaridade bem definida, que desce pelo solo até os dois geofones do módulo sísmico.
Como a mesma onda é registrada pelos dois sensores, a diferença de tempo entre as chegadas fornece diretamente a Vs do trecho — método do intervalo verdadeiro, sem dependência da repetibilidade do golpe. Golpes em sentidos opostos invertem a polaridade e refinam a identificação da chegada.
Controles do ensaio: membrana, transdutores e cadeia sísmica calibrados com certificados rastreáveis; calibrações ΔA/ΔB por vertical; verificação do acoplamento da fonte; registro revisado por engenheiro geotécnico, dentro do SGQ da Testesolo.
Rigidez a médias deformações a cada 20 cm, convertida em módulo confinado M para previsão de recalques.
Medida pelos dois geofones do módulo sísmico (intervalo verdadeiro), tipicamente a cada 0,5–1,0 m.

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