Resistência de ponta, atrito lateral e poropressão registrados a cada 1 cm — classificação SBT (Robertson, 2010) e boletim digital rastreável, do campo ao projeto.
Intervalo de leitura
Três canais contínuos
O resultado é um perfil estratigráfico contínuo, sem as lacunas da amostragem pontual: base direta para parâmetros de projeto, previsão de recalques e capacidade de carga de fundações.
O CPTu (Cone Penetration Test com medição de poropressão, ou piezocone) consiste na cravação estática e contínua de uma ponteira cônica instrumentada a uma velocidade padronizada de 20 mm/s. Durante a cravação, sensores registram simultaneamente três grandezas: a resistência de ponta (qc), o atrito lateral na luva (fs) e a poropressão gerada na face do cone (u₂).
Diferente da sondagem SPT — que fornece leituras a cada metro —, o piezocone entrega um perfil praticamente contínuo do subsolo, identificando camadas finas, transições e lentes drenantes que passariam despercebidas. Em solos moles saturados, a leitura de poropressão permite ainda estimar o histórico de tensões, a resistência não drenada e, por meio de ensaios de dissipação, os parâmetros de adensamento.
Aplicações típicas: aterros sobre solos moles, obras portuárias e aeroportuárias em planícies costeiras, previsão de recalques em galpões logísticos e tanques, estabilidade de taludes e caracterização para projetos de fundação em terrenos compressíveis.
Animação · interativa
Acompanhe a cravação do piezocone atravessando as camadas do subsolo e veja os três canais — qc, fs e u₂ — sendo registrados em tempo real, incluindo a fase de dissipação de poropressão em argila mole.
Perfil geotécnico ilustrativo (aterro → argila mole → areia → argila rija → areia densa). Valores didáticos; a aquisição real é feita por software dedicado com certificados de calibração rastreáveis.
A cravação é feita por um sistema hidráulico apoiado em caminhão ou em unidade sobre esteiras (crawler), com sistema de reação por hélices ancoradas ao solo. A ponteira instrumentada avança de forma contínua enquanto as células de carga e o transdutor de poropressão transmitem leituras a cada 1–2 cm.
Ao atingir uma cota de interesse em solo mole, a cravação pode ser interrompida para um ensaio de dissipação: mede-se o decaimento da poropressão ao longo do tempo (t₅₀), que fornece o coeficiente de adensamento horizontal (ch) — insumo direto para o projeto de aterros sobre solos moles.
Controles do ensaio: cone e transdutores calibrados com verificação periódica e certificados rastreáveis; saturação do elemento poroso; verificação de verticalidade e velocidade padronizada; registro revisado por engenheiro geotécnico antes da entrega, dentro do sistema de gestão da qualidade (SGQ) da Testesolo.
Resistência à cravação da ponteira cônica, base para classificação do comportamento do solo (SBT) e estimativa de capacidade de carga.
Coeficiente de adensamento horizontal obtido pela curva de dissipação (t₅₀) — parâmetro-chave para prazos de recalque em aterros.

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