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Em solo compressível, o aterro não tem apenas um problema de estabilidade — tem também um problema de tempo. Projetamos altura de etapa, recalque previsto, prazo de adensamento e a técnica de melhoramento que resolve o caso, com verificação por instrumentação.
Lançar aterro sobre argila mole exige responder a duas perguntas que têm naturezas diferentes. A primeira é imediata: a camada mole suporta a altura de aterro que se pretende lançar, ou rompe durante a construção? É uma análise não drenada, governada pela resistência Su da camada.
A segunda se estende por meses ou anos: quanto o terreno vai recalcar e em quanto tempo? Aqui entram compressibilidade, histórico de tensões e permeabilidade — e o resultado é uma curva, não um número. Um aterro rodoviário pode estar estável e ainda assim inviabilizar a obra se o recalque remanescente continuar acontecendo depois da pavimentação.
As duas respostas exigem parâmetros que o SPT não fornece. A resistência não drenada vem de Vane Test e de CPTu calibrado; a compressibilidade e a tensão de pré-adensamento vêm do ensaio de adensamento em amostra indeformada; o coeficiente de adensamento horizontal, que governa o prazo com drenos, sai do ensaio de dissipação.
Amostragem indeformada de qualidade não é formalidade: amostra amolgada subestima σ′vm e superestima o recalque, levando a soluções mais caras do que o necessário. Usamos amostrador Shelby com controle de relação de áreas e verificamos a qualidade da amostra antes de aceitar o resultado do ensaio.
Altura máxima de lançamento em cada etapa, com FS verificado na condição não drenada e consideração do ganho de resistência obtido na etapa anterior.
Recalque primário e secundário, grau de adensamento em função do tempo, recalque remanescente na data de liberação e definição da sobrelevação construtiva.
Quando o prazo natural não serve: malha e profundidade de geodrenos, sobrecarga, reforço basal ou aterro estaqueado — comparados por recalque remanescente e por viabilidade construtiva.
Memorial de cálculo, seções-tipo, sequência de lançamento, especificação de materiais e geossintéticos, plano de monitoramento, critérios de liberação e ART.

Laboratório

Ensaios de Campo

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Instrumentação